Draeme

Quando descanso o corpo viajo para lugares intensos que me despertam e alimentam o acordar. Algumas das viagens são sensuais e intensas. Quase sempre inusitadas e... adultas.

Bem-vindo aos draeme que vêm de dentro de mim... estes são X-Rated e sem cigarros no fim.



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Wednesday, March 10, 2004
corredor

Atravesso um corredor comprido a passo calmo, o chão é alcatifa curta e densa, afundo os pés descalços enquanto ando, tenho a sensação de estar a deixar pegadas de veludo. Tenho na pele um pano macio, enrolado em mim, esvoaça ligeiramente no fundo das costas com o movimento do meu corpo. Está escuro, estou a caminhar para uma janela grande ao fundo, de cada lado grandes arcos plenos de sombra, estou a ir ao encontro de alguém. Ao fundo, na contra-luz, está uma figura masculina. À medida que me aproximo distingo-o nu, encostado a janela, virado de costas para mim. Já lhe sinto o cheiro e o calor. Abraço-o devagar, as minhas mãos nas costas, nos ombros, a afastar-lhe o cabelo da nuca. As minhas mãos descem-lhe as ancas e entram nas virilhas, arqueiam-se e acolhem o sexo, endurecido. Ficamos assim enlaçados, banhados pela lua. Sinto o sexo pulsar na palma das mãos, sincroniza-se com o meu pulsar agora. Fecho os olhos e sinto-o na boca do estomago, cristalino, ao ritmo de nós. Acordo banhada de lua.

Posted at 09:55 am by constantina
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Saturday, February 07, 2004
água morna



Estou recostada num sofá macio, de tecido aveludado, nua. Sei que estou num quarto de hotel, cheio de tons pastel, com cheiro a limpeza por ali. Abrem-se as portas de entrada, grandes, de madeira, entram homens e mulheres, sei que os conheço, acho que estão ali para resolver um assunto com um amigo nosso. Entram vestidos, sentam-se à minha volta e começamos a falar. Resolvemos o assunto e deixamo-nos ficar, descontraidos, eles despem alguma roupa, elas também, ficam só com a roupa interior, a conversa corre sozinha, sem grande esforco, interessante e estimulante. Sinto-me quente e segura, estamos à vontade uns com os outros. Um deles passa a mão nas costas dela, ela volta-se e enlaça-o, lentamente, e correm as mãos a explorar-se um ao outro. A sensualidade espalha-se pela sala e todos se aproximam de contactos... uma mão toca-se aqui, um cotovelo roça além, pequenos aconchegos de abraços. A conversa mantém-se presente aqui e ali, uma opinião, uma sugestão, até se tornar apenas toques, respirares. Eu estou por ali, envolvida num abraço de carinho com ele, a acompanhar a química quesurge entre ela e ele. Ele solta-se comigo e agora já com ela também. Somos uma massa sintonizada com todos os outros. O pulsar sensual aumenta até o prazer se desprender de nós com vida própria. É tarde agora, entramos todos pela noite adentro, raia o dia lá fora. Ficamos aninhados uns nos outros, a descansar, a brincar com uma mecha de cabelo, com uma mão pousada num seio... Levanto-me na preguiça e saio para o terraço, desço as escadas de madeira ressequida e afundo os pés na areia quente. Avanço e entro na água morna, mimo os sentidos afundando-me. Quando volto para respirar já se vê o sol a nascer em silêncio alaranjado. Acordo quente, ligeiramente suada.

Posted at 11:15 am by constantina
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